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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

single, em cena no Negócio às 21.30, terá noite extra no domingo.

Negócio (spot de artes performativas da ZDB): Rua de O Século, nº 9, porta 5

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O Imperador Haile Selassie reina na Etiópia, soberano, entre 1930 e 1974.
Vive com a sua corte e estabelece rotinas. O protocolo, o guarda-roupa, os carros. Seguindo um horário rigoroso, audiências, nomeações, denúncias. O tempo dedicado aos animais de estimação: leões, leopardos, panteras, aves do paraíso, flamingos, um papa-formigas. O Imperador é único, como o Sol. Um cargo é uma honra. Ser Ministro da Pluma, Ministro das Finanças, Reverendo Tesoureiro. Ser responsável por abrir as portas pelas quais o Imperador passa, ou por colocar uma determinada almofada debaixo dos seus pés em função da altura de cada trono. Ser Chefe do Serviço Áulico de Espionagem, Imperial Body Guard, Grande Mordomo da Corte, Funcionário de Protocolo nos cortejos. Limpar o xixi do lulu dos sapatos dos dignitários para que eles possam continuar a agir imperturbáveis, não denunciando qualquer incómodo.


O povo passa fome. Tornam-se públicos os benefícios concedidos pelo Ministério do Alto Privilégio. Sabe-se da existência de avultadas contas bancárias do Imperador em bancos estrangeiros. Em 1969, há uma revolta estudantil. Dizendo agir “em nome do Imperador”, o exército junta-se ao movimento de renovação oposicionista. Entretanto, o regime avança nos planos de uma barragem no Nilo “em nome do progresso”. Os dignitários vão sendo detidos, desertificando-se a corte. Os que restam organizam-se em sessões de ginástica (pequenos grupos, para evitar detenções em massa) e iniciam-se os preparativos para a grande festa do 82º aniversário do Imperador. Nesse dia chove. Decorre o ano de 1974. A Comissão Militar Provisória destrona o Imperador, que se limita a afirmar: se a revolução for boa para o povo, concordo com ela.


singular: pertencente ou relativo a um só; individual; único; particular; especial; notável; extraordinário; raro; invulgar; esquisito; excêntrico; original; designativo do número que indica uma só pessoa, animal, ou coisa.
história: evolução da humanidade, narração de factos sociais, políticos, económicos, militares, etc., relativos a um ou mais países; sucessão natural desses mesmos acontecimentos; estudo da origem e do progresso de uma ciência ou arte; narrativa; conto; descrição; biografia; estudo do passado, seja qual for a natureza desse passado, cientificamente elaborado; estudo do passado das sociedades humanas, ou esse próprio passado.


direcção Jorge Andrade . a partir de O Imperador de Ryszard Kapuściński e de “Cell Block, Egospheres, Self-Container: The Apartment as a Co-Isolated Existence” de Peter Sloterdijk . com Anabela Almeida, Bruno Huca, Carloto Cotta, Flávia Gusmão, Hugo Bettencourt, Jorge Andrade, Marco Paiva e Tânia Alves (participaram na concepção do espectáculo Miguel Damião e Pedro Gil) . cenografia e figurinos José Capela . luz João d’Almeida . som Rui Lima e Sérgio Martins . fotografia no postal José Carlos Duarte . execução de figurinos Guilhermina Rocha Gomes . produção Manuel Poças . co-produção mala voadora e Citemor . apoio Teatro Nacional D. Maria II, Adidas e Letra Livre . agradecimentos Carmo Carvalho, Elisabete Leite, Fernando Alvarez, Joana Botelho, Manuel João Ramos, Maria H. Capela, Maria João Vicente e Sofia Sousa


A mala voadora é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes.
A mala voadora é uma estrutura associada da Associação Zé dos Bois (ZDB).

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Single é apresentado no Negócio no âmbito da residência de que resultará 3D, com estreia em Janeiro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

A mala voadora apresenta chinoiserie. No Maria Matos. Dia 12 sexta às 19.00; dia 13 sábado às 17.00 e às 23.00; dia 14 domingo às 17.00.

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Tal como as peculiares imagens do Oriente oferecidas pela chinoiserie, os bibelots são imaginativos. O seu interesse não está na possibilidade de serem fiéis àquilo que representam, mas na sua capacidade de originar representação. Podem ser individualidades ou lugares; ou então um ideal de beleza, um determinado imaginário ou uma referência afectiva. Os bibelots mantiveram o propósito figurativo ou alegórico quando a arte deixou de ser dominada por ele e, por outro lado, foram pioneiros na substituição das obras de arte como protagonistas da cultura visual. Os bibelots são banais e exemplares.


direcção Jorge Andrade . dramaturgia Jorge Andrade e José Capela . texto Miguel Rocha . com Anabela Almeida e Bruno Huca . vídeo Rui Ribeiro (com colaboração de Ricardo Sequeira e consultoria de Sérgio Aragão) . luz José Álvaro Correia . música Rui Lima e Sérgio Martins . direcção de produção Magda Bull . co-produção Maria Matos Teatro Municipal, O Espaço do Tempo, Citemor . apoios Comuna Teatro de Pesquisa, Teatro da Garagem

A mala voadora é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes. A mala voadora é uma estrutura associada da Associação Zé dos Bois (ZDB).